É preciso acreditar na retomada

2018 começa para a AFIPOL com muita coisa a ser comemorada. Primeiro, chegamos aos 45 anos com a certeza de estarmos contribuindo para o desenvolvimento sustentável desta indústria. O próprio “comemorar 45 anos” já é um forte indício de que fizemos nossa lição de casa e trilhamos caminhos alinhados às novas demandas do mercado e da sociedade.

Lembro que no início da AFIPOL, uns poucos empresários entenderam que o setor de fibras poliolefínicas poderia alçar voo solo. E assim foi, empreendemos, trabalhamos duro e hoje chegamos a uma entidade enxuta, mas extremamente representativa deste setor.

Estudos mostram que as quase 180 mil toneladas de ráfia, processadas e vendidas em 2017, se destinam, preponderantemente, a dois segmentos muito bem definidos e posicionados: sacaria, 61% e big bag (BB), 39%. E de forma clara, nossos quatro principais segmentos de atuação são: fertilizantes, açúcar, ração, farinha/farelo. Juntos, eles respondem por 73,4% do consumo de embalagens de ráfia, em toneladas.

Mas a questão toda é: como nossa indústria ficará daqui para frente. Dados macroeconômicos apontam para uma suave recuperação. Os bancos apostam que a “desalavancagem” das famílias (menor endividamento) sustentará a recuperação cíclica do consumo em 2018. As empresas também entram no novo ano com um balanço operacional mais bem ajustado. Há previsão de uma inflação controlada para 2018, dentro das metas do governo. Espera-se também que a queda dos juros beneficie as famílias e as empresas.

É neste contexto que a AFIPOL se vale da experiência de 45 anos e passa a ser protagonista de uma nova estória para o setor. Nossas indústrias, praticamente todos associados, estão maduras; tecnologicamente equipadas e aptas a absorver inovações em matéria-prima, processos e modelos de gestão.

Do outro lado, os mercados estão prontos para responder positivamente a este cenário, a partir das reformas iniciadas em 2016. Basicamente: vigência do teto dos gastos e ajuste fiscal, reforma trabalhista, aprovação da TLP (Taxa de Longo Prazo), projetos de concessões, contas externas mais ajustadas e ausência de preços reprimidos.

O PIB também deve manter-se em alta, crescendo 2,8% já em 2018. Na mesma bonança, indicadores apontam para uma alta da produção industrial de 3,5% e das vendas do varejo de 3%. Este é o segundo bom motivo para comemorar 2018.

Contudo, a incógnita do câmbio, que depende tanto dos movimentos globais, quanto do humor do mercado nacional pode gerar desequilíbrio no preço da matéria-prima nacional. Além disso, as negociações no âmbito do comércio exterior, com ênfase na agropecuária, geram certa preocupação em relação à entrada de sacaria de ráfia importada no país, em função das contrapartidas.

Ademais, em 2018 teremos acontecimentos que interferem tanto na produtividade das empresas como no humor do mercado – a copa mundial de futebol e as eleições.

Mas sabemos que serão necessários firmeza e foco para mudarmos o jogo. Teremos que consertar o avião voando. E esta sabedoria vem da experiência que, no nosso caso, será decisiva para delinear o futuro da AFIPOL, de nossos associados e de nossa indústria.

Chegamos aos 45 anos com a força de saber que os associados da AFIPOL representam 80% do mercado brasileiro de ráfia. Neste ano de comemoração nada mais propício que reforçar nossa missão: "promover o desenvolvimento desta indústria, nos mercados nacional e internacional, respeitando os interesses do setor, amparando, orientando e assistindo aos seus associados". Queremos – e somos - promotores de oportunidades e geradores de negócios e networking.

 

AFIPOL – Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas

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